terça-feira, 8 de julho de 2008

yeah baby yeah...i´m old!

Beck""
Transições direccionadas para todos os lados sem deixar que o estado líquido passe e fique pelo gasoso. É o que entendo ao ver esta foto promocional que acompanha o novo trabalho de Beck, "Modern Guilt" que hoje vê a luz do dia. Olhar o passado, sem esquecer o futuro(alguém já escreveu isso?) :0)
Uma culpa moderna descarada na sua versatilidade. Uma abordagem retro, sem deixar de sentir a marca Beck.
Com mais de dez anos de carreira, Beck consegue misturar toda sua obra e servir a medida certa de tudo interessante que criou até então adicionando algo mais como a batida drum and bass de "replica".
Aqui para o escriba, "Sea Change" foi a ruptura(apesar de já ter feito algo semelhante com "Tropicália") e trouxe novos elementos que, subtilmente, passaram a pairar na escrita de Beck sem perder o groove que tanto caracteriza-o. A maturidade veio para ficar.
Acho que vou dar algum descanso à Goldfrapp e The Do, pois a audição de Modern Guilt caiu nas graças desta banda que anseia agora pelos criativos telediscos de Beck.
Modern Guilt é composto por dez temas(clica na seta para ouvir alguns segundos do tema). A saber:
  • Orphans
  • Gamma Ray
  • Chemtrails
  • Modern Guilt
  • Youthless
  • Walls
  • Replica
  • Soul of a Man
  • Profanity Prayers
  • Volcano
Saiba mais em:
speedy gonzales é um dj :) link directo que pode encontrar neste blogue e também
www.myspace.com/beck

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ingrid Bettencourt livre!


O solo perfeito a bateria vibrante o baixo a comandar a festa. Nome da banda: Liberdade!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

morphine: dose sem prescrição nem data de validade

Morphine

Ouvir rádio, foi em tempos, um dos maiores prazeres que tinha na vida. As noites da Antena 3 eram sagradas. Álvaro Costa, Henrique Amaro e Nuno Calado eram deuses. Na mesma altura, começa também eu a fazer programas na Rádio Limite. Já lá vão uns 15 anos…
A escola era boa, cabia ao aluno absorver o melhor de cada noite mágica em frente à rádio.
Entre tantas bandas que conheci nas noites da 3, uma teve reacção inesperada. Falava-se de uma banda em que o vocalista tocava um baixo com duas cordas, um saxofonista que por vezes dava "show" ao tocar com dois sax´s ao mesmo tempo e um baterista.
Após a audição, pela primeira vez, fiquei "preso" a uma banda atípica, com um som forte, poderoso e um nome para ficar no ouvido: Morphine.
Deu gosto sair no dia seguinte e adquirir toda discografia editada até então e que hoje, com orgulho, está completa.
Mark Sandman na voz e baixo com duas cordas, Dana Colley no sax tenor e barítono e numa primeira fase Jerome Dupree na bateira sendo depois substituído por Billy Conway(em “The Night”, último de originais e póstumo, Dupree toca bateria em algumas faixas).
Formação da banda data o ano de 1990 e tem seu fim em abrupto no dia 3 de Julho de 1999. Faz hoje 9 anos...
Um ataque fulminante, em pleno palco(Roma-Itália) pôs fim a vida de Mark Sandman.
Seu último concerto completo foi em Lisboa, dias antes. Terminava assim um dos projectos mais interessantes, alternativos e amados da década de 90.
Reza a lenda que o baixo tinha duas cordas porque Mark Sandman não tinha guito para comprar mais. Na mesma altura, tinha como companheiro de quarto, Chris Ballew, dos P.U.S.A. que nem de propósito, tinha uma guitarra com três cordas e a bem da verdade, Groove era o que não faltava à banda, já guito… :0)
Lembro da única vez que passei música em um bar, em Viseu, o maior feedback veio com um tema dos Morphine. Valeu a noite :0)
“na outra banda” não podia deixar de prestar homenagem a esta figura simpática, afável e meio malandra que era Mark Sandman.
Dana Colley e Billy Conway seguiram carreira com a banda Twinemen sem antes criar um ensemble para prestar homenagem à Mark com os Orchestra Morphine, que infelizmente não passou por Portugal.
Seus concertos em Portugal eram sempre motivo de festa pelo facto de Mark falar português após longo período a estudar na cidade de São Paulo, Brasil.
Neste ano de 1999 ia realizar um sonho antigo, tocar nesta mesma cidade.
Mark, não te preocupes, enquanto lá estive, tuas canções sempre estiveram presentes :0)

Discografia:
1992 – Good
1993 – Cure for Pain
1995 – Yes
1997 – Like Swimming
2000 – The Night

Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
….

terça-feira, 1 de julho de 2008

beck is back!

Beck
Contagem decrescente para a edição do novíssimo trabalho de Beck: Modern Guilt.
Pela amostra em www.myspace.com/beck arrisco a dizer que o rapaz atingiu o nirvana!
Supera-se a cada álbum e as misturas psicadélicas ganham espaço nos temas apresentados.
Não te sintas "culpado", acessa já a página ou visita a página oficial mesmo aqui ao lado em speedy gonzales é um dj :)
Dia 7 de Julho, deixa-te apanhar por raios gama :0))

terça-feira, 24 de junho de 2008

the dø

The
Finalmente este blogue retorna à sua rotina normal e nada melhor do que recomeçar com uma dica: the dø
Zapping tem disto e ao ver um programa com novas bandas alternativas, fui apanhado de surpresa quer pelo formato deste e pelas bandas que por ali passavam.
Fiquei preso neste duo franco-finlandês. De repente, pareceu-me ser a Feist, fisionomia, voz, muito semelhante. Não conhecer o primeiro álbum desta canadiana prolongou o dito zapping.
Estava errado e erros assim, recomendam-se. Na hora apontei o nome da banda e a canção que "prendeu-me" ao ecrã de seu nome "the bridge is broken".
The dø surge das iniciais de Dan Levy e Olivia B. Merilahtin e citando a página da banda no myspace, "...a primeira e última nota da escala musical..."
Esta mesma escala, linguagem reconhecida em qualquer canto do mundo torna tudo mais fácil de entender(já cantavam os the gift...)de ouvir, de gostar. Deixar-se levar pelo som que este duo produz tão cheio de beleza.
Gosto da página deles no myspace :0)
http://www.myspace.com/thedoband
Um álbum editado, " A Mouthful", em Janeiro deste ano. Por estas bandas, podem editar muitos mais!

domingo, 22 de junho de 2008

a vida de um blogger, sem net

Aff...a vida de um blogger sem net, não existe!!
Problemas alheios à vontade do escriba não permitem colocar textos com a frequência desejada.
Até a coisa se compor, keep rocking in a free world!

sábado, 7 de junho de 2008

Rock in Rio-Lisboa 2008

A terceira edição do Rock in Rio Lisboa 2008 acabou.
Não morro de amores pelo cartaz apresentado. Entendo o conceito família que ele invoca, mas houve festa para quem foi, pelo que vi nas emissões da SIC Radical e ainda bem que houve energia positiva para todos os concertos. Se fosse, com certeza ia no embalo da diversão.
Estranho foi ver Xutos a abrir um dos palcos, Alanis antes de Alejandro Sanz, Orishas no meio de sons alternativos...enfim, não se pode esquecer a agenda do povo tb. Não sei como é a agenda de cada artista, como é feito os contactos, mas sempre entendi e muitas vezes li que num festival, a coerência deve ser levada em conta(neste festival, creio que isto é a última coisa que pensam). Não esqueço que houve uma noite dedicada ao Metal, mas em 5 dias, um para defender o que aqui escrevo, ainda é pouco. Pouco importa também quando a "casa" esteve cheia todos os dias. É festa e assim foi.
Os ditos coerentes, não ficam livre de surpresas, só tornam o espírito mais coeso para um "entendido da coisa", mas se o espírito é só pela diversão, então, o Rock in Rio-Lisboa é isto mesmo e está bom do jeito que esta. Não quero com isto dizer que um Paredes de Coura existe e dele não conste diversão. Formatos...
O recinto é espectacular, não haja dúvida. Pode e deve servir de palco para mais espectáculos. Olá Madonna!
A destacar algo(a coerência que citava linhas atrás)esteve nos recintos menos "visíveis" como a tenda electrónica com um cartaz impecável e no Palco Sunset, repleto de experiência sonoras.
Seja como for, fica-se com um bom arranque para os próximos festivais que por ai pipocam e mais um belo exemplo que por vezes o maior e melhor festival é estar no meio do público português. Dos mais animados da Europa, sem dúvida!

Eduarda is a punk rocker!

Nasceu a Eduarda.
Por um lado tem o Pai, grande conhecedor do que melhor se fez na década de 70 e 80 e se sabe algo mais pode agradecer aqui ao escriba :0)
Por outro tem a Mãe, vidrada numa World Music e se não sabe mais...bem, já não pode agradecer tanto ao escriba :0)
A mistura destes dois mundos terá o equilíbrio perfeito com o "Tio Tadeu". Com o bónus de que terá sempre companhia para ver os jogos do Sporting :0)
Rock and Roll para ti miúda!! Sê bem vinda!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

os concertos da minha vida...até agora :0)

Lamb Apesar do pontapé de saída dos festivais nacionais no passado final de semana com o Rock in Rio-Lisboa e o reavivar de memórias boas, a inspiração para este post surge após ter lido reportagens sobre o último concerto dos The Cure, no Pavilhão Atlântico, no passado dia 8 de Março.
O concerto dos The Cure, apesar de não ter visto ao vivo, trouxe uma inveja saudável, mas esta interrogação, qual o concerto da minha vida? Sim porque aquele concerto que não vi, foi memorável à distância. Quem não quer presenciar um concerto assim?
Para quem vive esta oportunidade, a felicidade começa no acto da compra do bilhete. Quer seja fácil ou difícil adquirir o papel mágico, há sempre aquela alegria juvenil que põe-nos a falar para todos os amigos: “…consegui bilhetes para ver a banda x…”
Tenho na conta pessoal, mais de 200 espectáculos contabilizados entre festivais ou concertos em salas fechadas, com um único artista. Feliz oportunidade!
O que faz um concerto especial, o que nos leva a dizer: foi o concerto da minha vida!
Bom, eu já disse isto uma poucas vezes :0)
Rage Against the Machine no Super Bock Super Rock.
Jon Spencer Blues Explosion no Festival Máres Vivas e à borla! Sigus Rós no CCB, tantos grandes concertos…
Beck e Ben Harper levam a medalha de ouro. Vi ao vivo estes senhores 4 vezes, cada um!
Histórias repletas de aventuras tipo ir para o Porto ver o Festival Imperial por causa dos Smashing Pumpkins e decidir no mesmo fim de semana, sem nada planeado apanhar o comboio e ir até Lisboa para ver Rage no Festival Super Bock Super Rock.
Trabalhar naquela semana foi dose :0))
Tenho com certeza muitas histórias e concertos memoráveis para recordar.
Quem não deseja ver um concerto que dura uma eternidade e repleto de emoção, de canções que todos queremos ouvir?
Na hora de escolher e partilhar no blogue, eis os concertos que marcaram até ao momento, minha vida, romaria ao momento maior na vida de um músico e de um fã destas andanças.
Ben Harper na Aula Magna:
Ben
Não era o único que começava a reparar neste Califórniano, mas aquele concerto na Aula Magna, ainda era uma “novidade” para muitos. A celebração a volta de Harper era religiosa, o silêncio era de pura sintonia. Quando regressa de uma pausa para tocar sozinho seus temas acústicos ele estava em “play” e nós em “pausa”, como se ninguém respirasse sequer! De quebra, toca “God fearing man” a canção que mais queria ouvir! No final, esperei ele sair, consegui autógrafos de todos e acompanhei-o, ou melhor, não larguei Ben Harper até ao autocarro que o levou para outras bandas :0)
Depois foi fácil de decidir, aquele momento não poderia ficar só pela Aula Magna. E assim foi, repeti a dose em três outros distintos espaços e sempre com a mesma satisfação por em 97, ter decidido sair de casa para ir até Lisboa ver um dos concertos da minha vida!

Lamb em Paredes de Coura:
ParedesPrimeiro festival que fui, foi em Coura, em 98. Primeira vez que acampava também. Regressar um ano depois era uma quase como agradecer por esta “primeira vez” especial.
Tem um palco que não deixa ninguém indiferente, um anfiteatro ao ar livre. Lindo!
dEUS, Suede, Gomez, Mogway levaram-me ao Festival deste ano. Mas eis que Lamb rouba a cena.
Durante a tarde, uma falha na organização deixa que alguns fãs assistam o sound check do grupo, estava por perto e claro, entrei no recinto dos shows. Consegui tirar fotos de todos, bem perto, ouvi algumas musicas e depois lá fomos convidados a sair do local. O melhor estava por acontecer.
Um concerto incrível, uma empatia que ninguém esperava entre músicos e público a deixar aquele anfiteatro em estado de graça. No final, esta paixão deixou Andy Barlow completamente em êxtase ao ponto de recusar sair do palco. Queria tocar mais! Resultado: entra numa cena de pugilato com o staff da organização. Não sais a bem, sais a mal. Único!
Quando regressaram no mesmo ano ao Coliseu do Porto, fui por ser fã do grupo mas acima de tudo, para ver o que tinha a dizer sobre o ocorrido e claro, foi um pedido de desculpas sentido, mas com emoção por ter tido recebido tamanha prova de amor de seu público
Morphine em Coimbra - Festas das Latas

MorphineMark Sandman sempre teve uma excelente relação com o público português e se o facto de saber a língua de Camões, ajuda, ele era dono de um carisma ímpar.
Banda atípica: uma baixo com duas cordas, uma bateria e um saxofone. Bastava para passar a mensagem.
O único concerto que vi deles não podia ter sido melhor: Três horas de concerto!!
Clássicos não faltaram, conversas também não, mas foram os encores que fazem com que este concerto figure nos meus favoritos.
Mark ao invés de se retirar para o “backstage” para descansar, não, fica sentado no estrado da bateria a olhar-nos enquanto eu fitava-o a tentar entender o que ia na cabeça daquele senhor. Minutos depois, o resto do grupo senta-se ao lado dele enquanto esperávamos pelo dito encore. Deu-nos vários. Foi para quem ali esteve, uma grande noite de festa, entre amigos!
AC/DC em Lisboa - Estádio do Restelo
Apesar do grande concerto e boas vibrações sentidas, o que tornou este espectáculo especial foi ter ganho um concurso para conhecer a banda no “backstage”.
Cinco perguntas que acertei e depois, bastava ter sorte para ser sorteado e fui. O Camera Man Metálico não nos deus as fotos. Disse ter perdido. Mentira. Um profissional como ele não ira cometer tal erro. Não foi pago pelos seus serviços e deu esta justificação. A conversa que tive com ele foi clara neste sentido…Pena. Ficam os autógrafos para recordar.
Pearl Jam em São Paulo- Estádio do Pacaembu
Pearl
Em Portugal, o azar sempre perseguiu todas minhas tentativas de os ver. Um gajo que levou meu dinheiro para comprar o bilhete e não o fez. Uma viagem para vê-los no Restelo que correu mal e mais dois concertos que por outras razões não se concretizaram.
Eis que no Brasil, enquanto passei um tempo por lá(2003-2006), após 15 anos de carreira, visitam a América Latina pela primeira vez. São Paulo foi agraciado com duas datas. Fui nas duas datas, não há fome que não dê em fartura!! :0))
Que alívio, um acertar de contas com o passado azarado por terras lusas.
Um concerto com clássicos, outro com temas não tão rodados.
E haverá sensação melhor do que ter a imagem na memória, os concertos gravados em casa(ficam disponíveis no site deles após 24/48h depois do concerto, mediante pagamento) e como a TV brasileira comprou os direitos de trasmissão, também tenho o segundo concerto em dvd!
Merece seu devido destaque neste post!!
Em 94 assisti meu primeiro concerto ao vivo: “Aerosmith”
Desde então, estes eventos me levaram a muitas bandas por este Portugal lindo e sempre com uma alegria ímpar no coração. É uma extensão da minha alma! Não sei viver sem :0)
Para continuar :0))

segunda-feira, 2 de junho de 2008

MTV Movies Awards 2008

Tal como nos óscares, por vezes, nem sempre quem ganha é o melhor. Aqui, a diferença torna-se mais óbvia se citar que quem escolhe, é o povo. Quanto mais popular, maior a chance de ganhar. É assim em qualquer prémio.
Nomeações e premiações houve que trouxeram algum sorriso. Ver a trupe de "Superbad", "Knocked up" e "Juno" entre as duas situações agradou, não fossem filmes que muito agradaram o escriba. Johnny Depp a fazer tal como ano passado, uma aparição surpresa, deliciam qualquer fã de cinema, como eu.
Melhor, sem dúvida, os "sketches" proporcionados por Mike Myers, Jack Black, Robert Downey, Jr e o grande Ben Stiller.
Os três últimos, em referências claras aos seus filmes recentes ou por estrear( Kung Fu Panda, Iron Man e Tropic Thunder, respectivamente, sendo que Downey, Jr participa em Iron Man e Tropic Thunder) proporcionaram o segundo melhor momento da noite, dando espaço, o que não é difícil, de Jack Black brilhar.
O primeiro grande momento ficou a cargo de Mike Myers que recupera uma das suas criações mais queridas, o quadro "Wayne´s World" terminando o mesmo com um querido abraço à Dana Carvey, parceiro destas andanças.
Foi um quadro muito popular a dada altura na MTV, valendo mesmo a passagem para o grande ecrã com dois filmes muito divertidos e cheios de referências "rock and roll".
Rever esta dupla, traz boas recordações e um natural pedido: Voltem!!
Nota negativa e deprimente para qualquer estado democrático é o compasso de espera que estas emissões tem(exclusivo USA), quando emitidas em directo. Os tais segundos de atraso para que haja tempo de colocar o já conhecido "piiii" quando uma asneira é proferida. Se isto não me surpreende, por ser um hábito comum para qualquer telespectador(em qualquer canto do mundo, ainda que na Inglaterra, exemplo que conheço, depois das 21h é permitido dizer asneiras, em qualquer canal), já na participação de Seth Rogen e James Franco foi a gota d´água.
Na entrega para "melhor filme de verão, até o momento", um pacote de "marijuana" é parte da graçola e de repente, de um close dos actores para uma imagem muito distante dos mesmos. Ridículo...moralismos patéticos.

Nomeados e premiados também neste link:

http://www.imdb.com/special/mtvmovieawards/index

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Amy Winehouse - Rock in Rio-Lisboa

A vida permitiu que minha paixão pela música me levasse para várias bandas ver ao vivo, as bandas que tanto me encantam. Sobre isto aliás, fica prometido, um post.
Acabo de assistir pela SIC Radical o concerto da Amy Winehouse. Todos os olhos estavam centrados neste concerto. A digressão pela América está para breve e este mercado, tem muito a dizer.
Eu passei ao lado do "boom" que foi e existe à volta desta cantora britânica. Existe sempre, mas nem sempre há paciência quando as fofocas são maiores que o que realmente conta, a música.
Quando a conheci, já não era da música que se falava.
Hoje, pela tv, vi o melhor concerto da minha vida, deitado no sofá! Sim, melhor porque ia lamentar muito meu dinheirinho pela oportunidade perdida de estar em casa.
Algumas coisas ficaram claras. Que grande banda, que grande apoio e compreensão que aqueles rapazes tem por ela. Respeito pelo público e paixão pela música produzida que verdade seja dita, é muito boa! no palco a vibração que sentia era de preocupação e era válida.
O público português sempre foi simpático, com a excepção do concerto dos Nickelback tempos atrás num festival minhoto, mas isto é outra história...
Amy não está em condições de cantar e tem-na para o fazer, mas precisa de ir para uma banda mais calma, de algum sossego que por ventura, não terá agora.
Conseguiu cantar, falar nem tanto, mas ser lembrada por isto...amanhã, toda a imprensa musical vai falar disso...
Uma figura da qual poucos ficam indiferentes. Eu tentei, mas já não consigo...

Jeff Buckley

Jeff BuckleyPara ti Carina!

29 de Maio de 1997. Fez ontem onze anos que Jeff Buckley nos deixou.
Um mergulho fatal calou a voz de um anjo na terra. Partiste cedo demais rapaz.
Seu único álbum completo, continua a ser uma das maiores referências do rock contemporâneo. Tratava suas influências por tu. Passava-se a estar perante o nascimento e reconhecimento de um grande escritor de canções. O ano de 94 trazia-nos "Grace".
Três anos volvidos após sua estreia, trabalhava no sucessor de "Grace" e sua morte repentina em nada tem a ver com o estatuto que seu álbum de estréia atingiu. Pode ser um lugar comum, mas o destino acontece, muitas vezes contra nossa vontade, já cantavam os Echo and the Bunnymen em "The Killing moon".
Jeff Buckley tinha uma alma atormentada. Estava na sua escrita, sentia-se na sua voz que carregava dor e raiva.
Bastava ouvir os primeiros acordes de Mojo Pin para entender que sua música vinha desta mesma alma que este rapaz sabia transformá-la em pura magia.
Pensava e regozijava a ideia de poder partilhar Jeff Buckley com amigos e acompanhar a carreira dele, para onde fosse, por muitos anos. Alguns amigos foram “infectados” pela paixão que ali começava, mas a previsão do futuro tornou-se presente rápida demais.
Partiste cedo demais.
Vive a cada audição de “Grace” e de todos os seus álbuns póstumos. Foi uma novela arranjar o primeiro EP dele, "Live at Sin-é...um diamante por lapidar e aqui reside sua graça.

Discografia disponível no link 14ª mandamento basta procurar por Jeff Buckley.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

copinho de leite, eu?

body by milkNão é de hoje que nos States, a campanha para que os jovens bebam mais leite, tem nas celebridades um grande apoio. A famosa marca de leite no beiço, tem novo dono. Batman!
Colocar Batman na campanha é uma aposta inteligente e objectiva(principalmente com os miúdos)não haja dúvida.
Mas há outro interesse. É a melhor foto até ao momento do novo fato do Batman!
Bom, torço um pouco o nariz perante o novo traje, mas tenho de admitir, impõe respeito!
Como seria a propaganda com o Joker e seus lábios rasgados? Marca no beiço ou leite em abundância pescoço abaixo? :0)))
Resta esperar até Julho para ver se Batman bebeu três copito de leite por dia :0))

quarta-feira, 28 de maio de 2008

na outra banda, a desenhada!

na outra banda Watchmen
The SpiritFazer um post sobre Frank Miller e Alan Moore é revelar o quão apaixonado sou por BD e pela obra de ambos. Suas obras são vastas(a BD é um universo vasto) mas acima de tudo, marcantes!
Se Spider Man mantém meu lado juvenil sempre activo e descontraído, conhecer a obra destes autores levou-me à outros patamares. Esta paixão tem quase 10 anos e veio para ficar!
Stan Lee,vénia! Criador da maioria dos heróis do universo Marvel tem um papel preponderante no que tem sido a história da BD, quase meio século após a criação de Spider Man.
Na década de 90, Frank Miller tornou a 9ª arte adulta e diga-se, acessível. Atraiu uma nova legião de leitores com traços arrojados e histórias como "O Cavaleiro das Trevas" que fez a BD(e Batman também)renascer.
Quanto a Alan Moore fez o mesmo com "Watchmen" mas sua escrita, jeito de ser, influências, carregam outro tipo de seriedade.
Cria o formato "novela gráfica" e a proeza de ser até hoje, a única BD a ganhar um "Hugo Award" que premeia livros na área da ficção científica.
O cinema tem feito atrocidades difíceis de entender e digerir com a obra perfeita destes senhores.
Não estou a contradizer-me com mensagens já aqui publicadas. Ao se adaptar um livro é necessário limar algumas arestas, mas numa BD a imagem está lá, o processo é mais de fidelidade do que criatividade, respectivamente.
"The League of Extraordinary Gentlemen" de Alan Moore é o caso mais flagrante. Para quem conhece a BD fica difícil entender como foi possível e preciso inventar certas situações para que tal obra-prima fosse "adaptável" ao cinema. Como foi possível fazer um filme tão ruim quando o material que serve de fonte é riquíssimo! Bah...
Não admira que depois deste filme, recuse ter seu nome associado as intenções distorcidas de Hollywood. Já é um gajo pouco dado a conversas e cada vez mais relutante quando alguém pretende adaptar alguma das suas obras para o grande ecrã.
Frank Miller pensa igual e a diferença entre Alan é só esta: é muito mais sociável.
Robert Rodriguez com "Sin City" e Zack Snyder com "300" deram novo alento as adaptações de ambos autores. Frank Miller, que co-realiza "Sin City" empolgou-se tanto que esta, neste momento, a adaptar e realizar a obra daquele que é o seu mentor e dito melhor cartoonista de sempre: Will Eisner.
A obra chama-se "The Spirit" e é o poster que ilustra este texto. Boa antevisão:
Primeiro, é genial. O que vemos é um banner composto por três posteres separados que criam a ilusão de um só.
Segundo, uma certa sensação de dejá vu se comparar-mos com o que foi criado em "Sin City". Quem disse que mais do mesmo é mau?
Terceiro, esta a gerar o mesmo tipo de expectativa que rodeou o já supracitado "Sin City". Grande elenco à volta de Frank Miller que presta assim, tributo ao seu mentor.
Quanto a Zack Snyder, vénia! "300" é um belíssimo exercício cinematográfico de outra adaptação da obra de Miller. Só falta cheiro!
O que conseguiu foi tão importante que, ao segundo filme-Watchmen-consegue aval para que saísse do papel uma as adaptações mais desejadas e ditas impossíveis (dizem sempre isso rsrsrs) de fazer: "Watchmen".
A página da internet é impecável, Snyder partilha o dia a dia das filmagens,comenta sobre e as primeiras imagens divulgadas prometem colocar o trabalho de Alan Moore no seu devido lugar: topo!
Alan que a propósito disse após uma primeira reunião com Snyder o seguinte: I'm never going to watch this fucking thing."
Vai morder a língua, aposto! :0)
A imagem que ilustra este post é um convite para visitar a página oficial desta adaptação(quem vigia os vigilantes?) e comparar quão dedicado e fiel segue o trabalho de Snyder e sua trupe.
"na outra banda" sempre com esta banda, a desenhada :0)

domingo, 25 de maio de 2008

61ª Festival de Cannes - Premiados

A 61ª edição do Festival de Cannes termina premiando um filme francês, 21 anos depois de "Sous le soleil de Satan" de Maurice Pialat.
"Entre les murs" é o responsável pela façanha que retrata, segundo o realizador Laurent Cantet, "...uma turma de alunos num liceu parisiense, uma visão da sociedade francesa múltipla, abundante, complexa".
Os vencedores da edição que premiou a carreira do realizador português Manuel de Oliveira, são os seguintes:
Palma de Ouro - "Entre les murs", do francês Laurent Cantet
Grand Prix - "Gomorra" do italiano Matteo Garrone
Prémio do Júri - "Il Divo" , do italiano Paolo Sorrentino
Melhor actriz - Sandra Corveloni pelo filme "Linha de Passe" de Walter Salles, Brasil
Melhor actor - Benicio del Toro pelo filme "Che" de Steven Sodenberg, USA
Melhor director - Nuri Bilge Ceylan pelo filme "Three monkeys", Turquia
Melhor argumento - "O Silêncio de Lorna", para os belgas e irmãos Jean-Pierr e Luc Dardenne
Palma de Ouro para Curta Metragem - "Megatron" do romeno Marian Crisan
Câmera de Ouro - "Hunger", para o inglês Steve McQueen
Prêmio especial do 61ª Festival de Cannes - Catherine Deneuve por "Un conte de Nole" e Clint Eastwood por "Changeling"

A lusofonia fica representada pela premiação pela carreira de Manuel Oliveira e o prémio de melhor actriz a brasileira Sandra Corveloni.
O festival, na categoria filmes, foi presidido este ano por Sean Penn.
"na outra banda" espera que o filme vencedor tenha distribuição nacional. Parece ser um filme bastante pertinente numa França em constante ebulição.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

indiana jones 5

Por detrás da sombra, a verdade anuncia a chegada do “nosso” herói.

Assim, desta forma, regressa em grande Indiana Jones isento de capa e espada trazendo consigo somente seu chapéu inseparável, que nunca o larga como um fiel escudeiro, um chicote e na arqueologia, a sabedoria e gosto pela aventura. Imagem de marca que encanta desde a estreia em 82 com “Raiders of the Lost Ark”. Até no poster acima em pleno século XXI, há uma nostalgia deliciosa patente nos outros três cartazes do filme :0)

“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” decorre na década de 50. Depois de enfrentar Hitler e seus macacos alemães, uma seita e até um acerto de contas com seu pai(personagem interpretado por Sean Connery em “A Última Cruzada”) desta vez a Guerra fria, com os “reds” à perna dão o mote para mais uma aventura recheada de enigmas ancestrais. À mistura, um frigorífico como há muito não se via e a inclusão de um dos temas mais enigmáticos e citados em filmes de ficção científica, o Hangar 51.

Junta-se a isto, referências aos três filmes anteriores, uns mais subtis que outros, e o regresso de Karen Allen(adoraria convidá-la para uma sessão de shots…) e a inclusão de Shia Labeouf na família “Jones”.

Shia tem participado em vários filmes da Dreamworks(produtora de Steven Spielberg, Jerry Katzemberg e David Geffen) sendo aliás o menino bonito de Steven Spielberg, no momento. Poderá segurar o futuro da saga? O tempo tratará disso, certo é que Mutt Willians, seu personagem, é muito equilibrado com o universo da série e fá-lo muito bem. Nota: quando a série foi criada, 5 filmes foram idealizados. Com o sucesso e desejo expresso por fãs nos últimos 20 anos, não é difícil de imaginar que esta história não fique por aqui.
Steven Spielberg mostrou-se relutante em voltar a filmar Indiana novamente. Harrison Ford disse que se o filme não saísse até 2008, que seria bom abandonar o projecto: todos!
George Lucas não pensava assim e com um argumento recusado(escrito por Frank Daranbont) colocou mãos a obra e recruta David Koepp que devo dizer, é o responsável por fazer deste quarto filme o mais equilibrado de todos!
Poder-se-á dizer que teve a vida facilitada por ter três referências, mas ele é actualmente um dos melhores argumentistas de Hollywood e foi capaz de equilibrar a comédia e o suspense dos três filmes anteriores tornando-o acessível também para quem nunca teve contacto com a série. Impecável!

Ao regressar ao cinema para mais uma aula do Dr Jones, é para ele que vai a nota máxima :0)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

na outra banda foi para outra banda e ganha novo nome!

Hoje foi para o ar a última emissão do “na outra banda”.
De 31 de Março até hoje, 21 de Maio, foram 16 as emissões que a trupe da Rádio Limite, pela mão da Sandra, proporcionou ao escriba.
Foi um regresso diferente, nervoso mas que ao longo das emissões atingiu o tom certo e proporcionou a passagem de vários estilos musicais sendo o rock alternativo, o “motor” do programa.
Voltar à antena foi como correr atrás de uma nova forma de se ouvir música, de reencontrar um tom coerente com o passado para que ao fim de cada programa permitisse validar esta nova aposta com a mesma intensidade.
Passei para a outra banda rápido demais. Fica a certeza de que ia no bom caminho.
Triste pelo curto tempo que fiquei na rádio. As noites de segunda e quarta tinham outra cor que complementa-se com o blogue. Agora este sobreviverá com uma máscara de oxigénio, ligado as máquinas :0))
Para quem ouviu, a esperança que os sons que por lá passaram possa ter trazido boas vibrações. Novas descobertas.
Como sempre, uma diversão ímpar ter um programa na Rádio Limite.
Obrigado!

Na outra banda 21/05/07 - alinhamento/setlist:

Linda Martini – amor combate
Portishead – silence
Klaxons – atlantis to interzone
Linda Martini – cronófago
Yeah Yeah Yeahs – Y control
The Gossip – fire with fire
Sons and Daughters dance me in
Artic Monkeys – from the ritz to the rubble
Franz Ferdinand – i´m your villain
The National – brainy
The Arcade Fire – no cars go; in the back seat

Segunda hora:

Radiohead – jigsaw falling into place
Goldfrapp – A&E
Feist – 1234
David Bowie – starman
Cat Power – metal heart
Andrew Bate – dear departed
Rita Redshoes – the beginning song
The National – slow show
Pearl Jam – given to fly; even flow; better man

quarta-feira, 21 de maio de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

falta pouco!

Falta pouco para celebrar mais uma aula do Dr Jones!
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal chega no próxima dia 22 e até ao momento, fica a recusa em ler qualquer coisa sobre o filme, que teve ante-estréia na 61ª edição do Festival de Cannes.
Quero que a surpresa e a emoção fique limitada ao trailer :0)
Cannes que já tem um favorito e surpresa ou não, recai novamente no cinema dos irmãos Dardenne.
Ganharam duas Palmas de Ouro até ao momento e deles vi somente "Rosetta".
Humanistas é o que se diz deste belgas quando transpõe para o grande ecrã, a realidade como tema fulcral.
"O silêncio de Lorna" é já o grande filme do festival e tráfico de identidade é o tema da vez.
Manuel de Oliveira ganha uma Palma de Ouro para que a história não lhe fique a dever este prémio sendo ele um habitual do festival, mas que nunca ganhou a estatueta (5 nomeações).

Na outra banda 19/05/07 - alinhamento/setlist:

Neil Young - harvest moon
Jimmi Page-Robert Plant - shinning in the light
Ben Harper - forgiven
Jeff Buckley - i woke up in a strange place
Blind Zero - my house
Foo Fighters - my hero
Jeff Buckley - last goodbye
Jimmi Page-Robert Plant - blue train
Ben Harper - woman in you
Pearl Jam - yellow ledbetter

Segunda hora:

Andrew Bate - dear depart
Cat Power - metal heart; cross bones style
Feist - so sorry
Goldfrapp - clows
Rita Redshoes - the beggining song
Cool Hipnoise - no dia em que eu não te encontrar
Da Weasel - encostei-me para trás na cadeira do convés
Otto - bob
Mãozinha - cor é
Otto - tv a cabo (o que dá lá é lama); Renault/Peugeot

quarta-feira, 14 de maio de 2008

leitor de CD vende-se! :0)

Seria motivo de demissão com justa causa se minha participação na rádio não fosse como colaborador, mas o leitor de cd´s que uso, precisa de partir desta para melhor :0)
Por uns tempos julguei que meus cd´s estavam riscados.
Seria possível que todos estivessem em tal estado? Logo eu que trato-os de forma tão exemplar...
Mas a verdade é só uma, o raio do leitor está avariado e se não tinha os cd´s riscados, acredito que a partir de agora estão :0)
É muito desagradável ouvir o programa, qualquer um e notar que a canção saltou do primeiro minuto para o terceiro. Para quem faz o programa, esta percepção torna-se ainda maior e uma dor nos ouvidos. Pobres cd´s... :0)
Falta pouco para começar a maré alta de festivais pelo país. É interessante ouvir e participar de conversas onde num passado recente três festivais faziam as honras da casa(Coura, Sudoeste e Super Bock Super Rock) e agora além destes, outros tantos surgem ao virar da esquina sem esquecer os concertos em salas fechadas, que são cada vez mais frequentes.
Seria bom se o guito acompanha-se este ritmo. Para quem vive longe destes locais de romaria, os gastos não se ficam pelo bilhete, as deslocações contam e muito para o acréscimo deste pequeno orçamento cultural.
Sempre considerei o preço dos bilhetes acessíveis e que por muitos anos esteve com seu preço fixo. O actual panorâma nacional implica contenções no bolso de muita boa gente e na mesma conversa com amigos sobre quais festivais ir, um passa agora a ser a escolha. Não os três como antes.
"na outra banda" não ve problema algum nisto, é bom ter opções. Mal é ter festivais como o Sudoeste sem cartaz fechado e com promoções de venda de bilhetes antecipado sem o mesmo estar completo. Como fã de música, se esta é a forma de chamar "clientes" é preciso repensar esta estranha forma de se fazer concorrência.
Na devida altura, "na outra banda" fará acompanhamento do cartaz festivaleiro que se aproxima.

Na outra banda 14/05/07 - alinhamento/setlist:

Ornatos Violeta – tempo de nascer
Interpol – pace is the trick
Coldplay – talk
U2 – yahweh
The Árcade Fire – no cars go
The National – brainy
Balla – amago
Badly Drawn Boy – something to talk about
Feist – past in present
Yeah Yeah Yeahs – into you
Radiohead – stop whispering; anyone can play guitar

Segunda hora:

Sigus Rós – flugufrelsarinn
Mogway – xmas steps
Bardo Pond – flux
Jim O´Rourke – therefore, I am
Grandaddy – pre merced
The Flaming Lips – she don´t use jelly; race for the prize
Mogway – my father my king